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Viajar
/ Pelo Mundo
Por Daniela Pires, de Londres
Londres pode ser pomposa e caríssima para os visitantes que desejam conhecer profundamente o lado gastronômico desta cidade cosmopolita, que conta com uma lista respeitável de restaurantes de qualidade internacional. Portanto, a opção para quem quer arriscar além das cadeias de fast-food ou dos lanches (nem sempre apetitosos) nas áreas turísticas são os pubs — sim, a capital inglesa também tem sua badalada comida de boteco. Os pubs são o centro da vida social britânica: é onde as pessoas se encontram, a qualquer hora do dia entre 11 da manhã e 11 da noite, para beber, conversar sério ou fiado e beliscar uma porção de fritas ou degustar uma das especialidades locais, como as bangers'n'mash (linguiças britânicas ao molho gravy , acompanhadas de purê de batata).
Em 1991, o pioneiro do gênero foi inaugurado e iniciou uma gradual mudança na mentalidade de gastronomia de pub. O The Eagle foi criado por David Eyre e Mike Belben, que não possuíam recursos financeiros para abrir um restaurante. David e Mike, então, improvisaram, e o resultado foi a cozinha aberta, atrás do balcão do bar. O menu é escrito nas lousas (os pedidos são efetuados no bar), e varia todos os dias, de acordo com a disponibilidade de ingredientes: o pub está localizado estrategicamente, próximo ao famoso mercado de Smithfield (Charterhouse Street, EC1A 9PQ), na área de Clerkenwell e Shoreditch, próximo à Catedral de Saint Paul.
Na região mais próxima às grandes atrações turísticas de Londres, como a roda-gigante London Eye, em Waterloo, encontra-se o The Anchor & Hope, que tem em seu staff alguns remanescentes do The Eagle e também do St. John's, um dos melhores restaurantes de comida britânica da capital. O menu do Anchor & Hope muda 2 vezes ao dia e, de novo, há uma mistura de cozinhas, e os clientes podem observar a movimentação dos chefs. A decoração é simples, e o pub possui 2 ambientes interligados — o bar (mais tradicional) e o restaurante (despojado). No menu, rilletes de coelho, risoto de caranguejo, nhoque de semolina acompando de pombo assado e cogumelos, lulas fritas, bife ao molho béarnaise e batatas fritas, cavalinha defumada com aipo vermelho e lombo de cordeiro. As listas de vinhos (de 10 a 33 libras) e as marcas de cervejas são semelhantes às do The Eagle. A novidade deste é que alguns itens de seu cardápio já estão disponíveis nos vagões-restaurante da companhia ferroviária GNER, em viagens com destinos no Reino Unido, como Edimburgo (as refeições são cobradas à parte e chegam a custar 65 libras para 2 pessoas!). Para quem estiver passeando pela área do Mercado de Portobello ou no bairro de Notting Hill, o The Cow é uma excelente alternativa. O nome por trás deste premiado gastropub é o do chef Tom Conran, herdeiro do império de restaurantes Conran, que dominam a cena londrina. O cliente tem a opção de comer ou no ambiente rústico do térreo ou no restaurante do primeiro andar. Passando das ostras frescas (o destaque do The Cow são os frutos do mar) ao steak de vitela com manteiga de aliche e salada de rúcula, os pratos atraem não só os residentes da área como aqueles que vão a Notting Hill para verem e serem vistos. E, dizem as boas línguas, este gastropub serve a melhor Guinness da cidade. Receita: Pernas de cordeiro com grão-de-bico
Publicado em: 22/12/2004
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