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Viajar
/ Primeira Classe
| Campo
di Fiori |
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É uma
mescla de pratos clássicos (os melhores) e algumas invencionices
apressadas e pretensiosas, de preparo prático, como um carpaccio
de um bom presunto de Parma, servido com fatias de peras cruas e
mas parcimoniosamente enfeitado com um molho insosso de gorgonzola
(US$ 13). Outra entrada, de poucos legumes grelhados (abóbora
e cogumelos variados) e lascas de parmesão é saborosa,
mas monótona pela enormidade da porção (US$
13).
Dentre
as massas, o fettuccine del campo (US$ 14) é
uma composição atabalhoada e vazia, com batatas, vagens,
favas, pignoli e manjericão, faltando-lhe "alma
do campo" no sabor. Um tartufo correto (US$ 8), 2 expresso,
uma água Pellegrino e uma garrafa de vinho Dolcetto Prunotto,
mais o imposto, totalizou US$ 114.95 (sem gorgeta).
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| The
Tyrolean |
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O proprietário,
um dos descendentes, orgulha-se também de ter sido o primeiro
a servir carne de caça selvagem, e jacta-se de sua nova cozinha
européia, aberta a todas as influências contemporâneas.
O cardápio espelha essa abertura, com entradas como escargots
en croûte de massa folhada com manteiga de alho
e pernod e bolinhos de camarões com molho de coentro.
Entre os pratos principais, truta com aïoli de laranja
e manjericão, purê de batatas com pimentões
vermelhos e aspargos ao limão, além dos tradicionais
wiener schnitze com spaetzle e os pratos de caça,
como cervo e alce. À vontade em suas origens, um prato salvou
o espetáculo: constou de medalhões de alce grelhados
no ponto exato, com molho de cogumelos silvestres, repolho roxo,
spaetzle e avelãs (US$ 29). Com um apfelstrudel totalmente
descaracterizado (com sorvete de canela e crème anglaise)
uma garrafa de San Pellegrino e um vinho merlot californiano, a
conta foi de US$ 136,54.
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| Larkspur |
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Segundo os proprietários,
a cozinha norte-americana contemporânea tem toques de francesa
rústica, e é razoavelmente preparada, apesar da
pressa. Serviço atabalhoado (sopa trazida fria, sem colher
para tomá-la) e mesas apertadas. As entradas: sopa-creme
de nabo e céleri com
azeite trufado que seria boa se estivesse quente (US$ 10.50).Os
pratos principais: frango Petaluma, caipira, com purê
de batatas com tomates assados e molho de cebola assada (US$ 23.50)
bem sem-graça, embora a textura firme e o sabor do frango
(pouco temperado) fossem bons. As sobremesas: uma ótima
torta de massa fina, coberta com calda-geléia de maracujá
e ganache
de chocolate, molho de licor Nocello (US$ 6.50) e uma
correta torta frangipane
de pêra com enjoativo sorvete de leite de amêndoas
(US$ 7), e vinho Bordeaux Gros Caillou
(US$ 35).
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| Terra
Bistrô |
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O couvert traz
um gostoso purê de lentilhas com coentro, pães excelentes
e tiras de massa wonton assadas, ao aroma de alho, com sementes
de gergelim preto. Dentre os pratos principais: costeletas de cervo
com purê de batata-doce, cogumelos portabella
grelhados e verdes refogados (US$ 29),
e costeletas de porco (quase sem gordura, com vagas lembranças
do sabor verdadeiro da carne de porco) de preparo correto mas nada
memorável (US$ 22). De sobremesa, o sempre delicioso pudim
de pão (quanto mais
grudento, melhor).
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| Montauk
sea grill |
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Outras entradas,
como vieiras grelhadas com purê de maçãs e cebolas
fritas (US$ 10.75), um "Napoléon"
de cogumelos portabella, pimentões
vermelhos, mozzarela, minialcachofras e tomates assados, com redução
de balsâmico
(US$ 8.95). Nos pratos principais, um ótimo robalo
com crosta de parmesão, com batatas amassadas com alecrim,
manteiga de orégano, guarnecido com pimentão vermelo
assado, minialcachofras e tapenade (US$ 24.24), e um excelente cioppino
com todos os frutos do mar. Os habituais carangueijo-rei do Alaska
(US$ 39.95), camarões com manjericão, alho assado
e macarrão (US$ 21.95), a desnecessária e glutona
combinação que mistura um pedaço enorme de
filé mignon com uma avantajada cauda de lagosta (US$ 37.50)
e, para os carnívoros, um steak de 400 g (US$ 27.95) e costeletas
de porco empanadas (US$ 19.75). Sobremesas, como torta de
maçã com sorvete, torta morna de chocolate, cheese-cake,
avantajadas, saborosas (US$ 8.75 a US$ 11).
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| Sweet
Basil |
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Almoço:
o cardápio tem, nas entradas, uma sopa do dia
(cogumelos selvagens com creme trufado, a US$ 6.50), a indefectível
salada Ceasar em versão menor (US$ 6), outra de beterrabas
(muito na moda) com molho de maçã e o onipresente
queijo de cabra (US$ 6.50) e 4 composições com frutos
do mar que, estranhamente, usam frituras. Entre os pratos principais,
uma torta de galinha "melhor que a de mamãe" (US$
10) e um interessante sanduíche de atum grelhado quase cru,
sobre uma fatia de pão italiano também grelhado, com
pouco gengibre em conserva, relish de abacaxi e mínimos
cubinhos de pimentão vermelho: um delicioso prato para almoço.
Sobremesas "adequadas ao inverno": signature
dish, um pudim caramelo de pão com molho de rum e creme
batido com baunilha (US$ 7), um legítimo e delicioso exemplo
da boa cozinha norte-americana (ela existe sim!), preparado com
capacidade e leveza de intenções. Jantar: o
mesmo brilho e excelência nas entradas - vieiras
carnudas com também carnudos escalopes de foie gras grelhados
e purê de nabo
(US$ 16) e ravióli de siri com manteiga de lagosta (US$ 15)
- e nos pratos principais - um lombo de salmão
do Atlântico, fresquíssimo e portanto inodoro (o que
não ocorre aqui), assado, com minúsculos spaetzle
com cubinhos de beterraba em manteiga com raiz forte e pouco vinagre
(US$ 26).
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O Passaporte do Gourmet |
Guia Gourmet de
Nova York |
Guia Restaurantes do
Rio 2001 |
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