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Viajar
/ Primeira Classe
Por Beatriz Marques
Nova York é o local perfeito para se conhecer as tendências gastronômicas do mundo. O ecletismo da cidade, sua mistura de povos e culturas, fornece inspiração que se reflete na comida. Para saber as últimas novidades do mundo gourmet, Teresa Corção, proprietária do restaurante Navegador (RJ), aproveitou sua participação no congresso da IACP (International Association of Culinary Professionals) - da qual é coordenadora na América Latina (veja reportagem sobre o evento http://www.basilico.com.br/viajar/viajar_pm.shtml) - e visitou alguns restaurantes nova-iorquinos.
Mary Fish Camp "O clima é de um verdadeiro acampamento. Seguindo o estilo da sede na Flórida - onde pessoas se hospedam para pescar -, o Mary Fish Camp aproveitou sua abundância em pescados para elaborar um restaurante em Nova York", conta Teresa. Entre os produtos, sempre frescos, Teresa apreciou o hot-dog de lagosta, um hit do momento. Num pão de cachorro-quente, coloca-se batata-frita fininha e recheio de maionese com grandes pedaços de lagosta. O sanduíche sai por US$ 18. Segundo Teresa, outras ótimas pedidas são o empadão de lagosta e as ostras fritas. "Este restaurante foi capa da revista "Time Out" como destaque na seleção de restaurantes bons e baratos, escolhidos por chefs de cozinha e proprietários de restaurantes." Esse sucesso, segundo Teresa, se deve à "tendência do gourmet em procurar locais com bons produtos, buscando qualidade ao invés de correr atrás dos modismos".
Nobu "Como não era a primeira vez que visitava o restaurante, não tive uma impressão tão positiva como no início", diz. O propósito de ir ao Nobu foi a comemoração do aniversário da filha. "Ela pediu sushi, um combinado banal, que não diferia muito dos sushis dos restaurantes do Rio; eu escolhi um menu-degustação de US$ 100 (entre outras 2 opções de menus, de US$ 80 e US$ 120). Achei maravilhoso e criativo". Teresa provou 8 pratos, entre eles o foie gras com bacalhau fresco ao molho de shoyu e óleo de gergelim queimado, e a sobremesa tradicional do restaurante, o bento box (sorvete de chá verde com um bolinho recheado de chocolate quente). "É difícil encontrar imperfeições na comida. Mas o ambiente não me agradou: parecia uma Disney, deixou de ser um lugar elegante para tornar-se turístico. Não iria novamente: preciso de tranqüilidade para comer". Teresa acha o restaurante "capitalista". "Há 6 Nobu no mundo inteiro, e o objetivo é fazer boa comida para trazer dinheiro. Quando perguntei à funcionária da casa se o sr. Nobu estaria lá, ela me disse que não conhecia o dono. Virou uma rede." Efeito riqueza Não foi somente essa nova impressão do Nobu que surpreendeu Teresa. "Há muitos norte-americanos que vão a restaurantes chiques para mostrar que têm dinheiro e nem apreciam a qualidade da comida". E diversos estabelecimentos reforçam essa postura: "Estava preparando um jantar português em Connecticut e fui atrás de um vinho do Alentejo. Entrei numa enorme loja, com inúmeros rótulos da bebida e, quando fiz meu pedido, o vendedor me disse que não trabalhava com vinhos portugueses, já que são baratos e ninguém quer comprá-los. É o efeito colateral da riqueza". Outros locais Para o alívio do gourmet, nem todos os restaurantes dos EUA seguem esse caminho. Teresa cita alguns restaurantes que valem uma visita pela comida, sem muita badalação: Union Square Café The Red Cat Tangerine Publicado em: 29/05
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