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Viajar/Mochileiro
Gourmand

Por
Beatriz Marques
| Arquivo
Pessoal |
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A
fruta doce rambutão
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O mochileiro profissional Toco Lenzi conta sua
experiência gastronômica no Vietnã
A profissão
de Antonio Carlos Lenzi, 35, é ser viajante. Desde criança
em constantes viagens pelo mundo, há 18 anos concilia hobby
e ofício: faz documentários pela sua produtora, a Expedição
Filmes, em São Paulo. E foi em um trabalho para a marca Axe que,
em outubro de 98, conheceu o Vietnã, um país curioso nos
hábitos gastronômicos e sociais.
Em seu documentário
"Vietnã da Paz", Toco (como é mais conhecido),
procurou contar a história do país por meio da prática
de 4 esportes radicais - escalada, surf, mergulho e rapel. Entre as cidades
de seu roteiro estavam Hanói, Danang, Nha Trang, Buon Ma Thuot
e Ho Chi Minh, todas litorâneas.
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arte
Basilico
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Mapa
do Vietnã
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Comida
exótica e barata
Durante o percurso pelo país, deparou-se com uma cultura gastronômica
exótica e barata. "No Vietnã come-se muito bem e com
ótimo custo. É muito mais difícilencontrar
comida cara do que barata. Aqui não há pessoas com poder
aquisitivo alto, a
classe é quase única - uma pessoa mais abonada tem uma lambreta
no lugar de uma bicicleta, como o resto da população. Por
isso, não há muitos restaurantes, nem pratos caros.
Barcos
nômades
Sua maior surpresa gourmet: "O litoral vietnamita é muito
rico em frutos do mar. Comi muitos crustáceos que nunca
tinha visto". Na região de Halong Bay, que possui 300 pequenas
ilhas de formação caucária, existem vários
barcos nômades, onde moram famílias inteiras.
Elas sobrevivem do comércio: dentro de cada barco há um
aquário, onde são armazenados os peixes e frutos do mar
para serem comercializados. "Comprávamos lagosta por U$ 1!".
| Arquivo
pessoal |
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Fruta-do-dragão
do Vietnã
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Outro achado de Toco em Halong Bay foi a
fruta-do-dragão: "Era bem grande, vermelha e dentro
parecia com um kiwi, só que o sabor lembrava o do melão".
Lula
a US$ 0,50
Em Nha Trang, cidade em que a equipe mergulhou, Toco cita a rua Tranphu,
um espaço repleto de barracas de comidas típicas.
"Um prato que experimentei e gostei foi o de
lulas com abacaxi que custava,
aproximadamente, U$ 0,50".
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Arquivo
pessoal
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| Toco
(à frente) durante refeição |
Já em Danang, onde a equipe praticou surf, Toco provou o sorvete
de feijão-preto, sobremesa típica do país: "Era
vendido também nas ruas, em um copo grande a US$ 0,10, mas tinha
uma meleca no fundo e o feijão em cima", diz.
Cobra
na garrafa
Outro destaque gastronômico para o mochileiro foi a aguardente com
uma cobra na garrafa, encontrada em Buon Ma Thuot, na fronteira com o
Camboja. "Era muito boa e bem forte".
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O Passaporte do Gourmet |
Guia Gourmet de
Nova York |
Guia Restaurantes do
Rio 2001 |
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