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Viajar
/ Mochileiro Gourmand

Por Cristiana Couto
| Arquivo Pessoal |
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Oliva (à frente) em
bistrô de Paris
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Veja as dicas do mochileiro e
jornalista Fernando Oliva para comer bem sem
gastar muito na cidade gastronômica
mais famosa do mundo
“Fiz
uma viagem a Paris de 15 dias. Minha intenção era comer
bem, experimentar a cozinha francesa típica, e, ao mesmo tempo, não
gastar muito.
Quando se faz turismo, o tempo é precioso: procurei almoçar rapidamente,
em cerca de 40 minutos, mas escolhi comidas típicas, que unissem qualidade
e preço baixo. Assim, sobra um pouco mais para fazer uma ou outra refeição
(um jantar) mais sofisticada.
Procurei lugares simples e básicos: não é preciso fuçar restaurantes,
os menus estão afixados na rua, com os preços. Além dos 10%, é
de praxe dar uma gorjeta para o garçom (cerca de 20 francos).
Em restaurantes e bistrôs, tem-se a impressão de que 95%
das pessoas fumam. É inconcebível pedir uma área de não fumantes
em um restaurante, ou reclamar porque alguém está fumando. Nos bistrôs,
se você sentar no balcão (comptoir), a regra é
jogar as bitucas no chão.
Para quem quer viajar mais barato, o melhor é optar por um hotel
sem café da manhã: ele deve ser tomado em um café, ou comprado em
uma boulangerie e levado para o hotel. O básico em Paris é café com
leite (ou chocolate) e croissant, que é feito na hora,
leve e de massa crocante, que desmancha na boca.
Vale
a pena comprar queijo para a refeição matinal, como o Camembert,
que é barato (um bom custa, em média, 20 francos). De almoço, a
dica é pedir o menu fixo (menu à prix fixe ou formule),
ou optar por refeições ligeiras, como as moules frites (mariscos
fritos) ou baguetes na rua.
Para um jantar especial, escolhi um restaurante 3 estrelas que
fosse um dos mais baratos desta categoria.”
Onde
comi
Para
lanches ligeiros
Evite
comer / beber
Onde comi
1. rua Mouffetard, ao lado do jardim botânico (Jardin des Plantes),
no bairro 5ème: “as crepes são compradas nas barracas de rua (40 francos
cada). É o hot dog dos franceses, come-se na rua e serve como almoço.
São diferentes das do Brasil: grandes como uma foccacia, de massa leve,
frita na hora, com recheios salgados ou doces. Experimente também os panini:
de origem italiana, são feitos com um pão macio bem recheado, prensado
numa fôrma bem quente e muito gostoso.”
2. Pomme de Pain: “é uma rede de sanduíches à francesa.
Costumava ir à do bairro Odéon, no boulevard Saint Germain”.
3. Polidor (41, rue Monsieur-Le-Prince, tel. 00xx33/01 43 26 95
34): “é um restaurante simples e mais barato, do século passado (1845),
decorado em madeira. Os pratos são tradicionais e fartos,
com muito molho, creme e manteiga. A dica é o menu a preço fixo (80 francos,
com entrada, prato principal e sobremesa). O mal-atendimento também
é típico: você não tem muito tempo para decidir o que pedir, e o garçom
vem apenas uma vez à sua mesa. Ele não explica os pratos para
você. A conta chega rápido, escrita à mão, e deve ser paga na hora. Não
há reserva.”
4. Restaurante da Mesquita de Paris (Mosquée de Paris): “construída
em 1913, no bairro 5ème. É decorada com mosaicos e abriga mesas no pátio
interno. Senta-se no chão para comer uma autêntica comida árabe,
como o cuscuz.”
5. Rue des Rosiers, no bairro Marais: “o bairro mais antigo de
Paris, mas de vanguarda, com gente moderna, e legal para comer comida
judaica. As sobremesas são bacanas.”
6. Le Bistrot d'à Côté (2 rue Christine, tel.
00xx33/01 43 26 40 98): "almoço frugal, cozinha
francesa e a possibilidade de comer a mesma cozinha refinada do
chef Michel Rostang com preços mais acessíveis."
7.
La Rôtisserie d'en Face (16, bd. St. Germain, tel.
00xx33/01 43 54 59 10): "outra chance de comer pratos assinados,
desta vez pelo chef Jacques Cagna. O ambiente é
de bistrô refinado, com comida leve e barata. Um almoço
sai por 300 francos e o serviço é objetivo."
Para
lanches ligeiros
1. Queijarias (fromageries): “estão em qualquer lugar. Compra-se
queijos baratos e de grande variedade. Um bom custo-benefício é o queijo
Président.”
2. Café do Museu de Arte Moderna de Paris (Musée d’Art Moderne
de la Ville de Paris – 11 Ave du Président Wilson, tel. 00xx33 1 47 23
61 27): “o café do Museu dá para uma praça, do Palais de Tokyo, com vista
para o rio Sena. Vale a pena a visita.”
Evite comer / beber
1. No Quartier Latin: “bebe-se mal, só há estrangeiros e os restaurantes
gregos são uma roubada, principalmente os vinhos gregos: o atendimento
é a jato, e os vinhos são ruins.”
2. Em Montmartre: “bairro boêmio, cheio de artistas de rua e próximo
à igreja Sacré Coeur. Caro e cheio de turistas.Um café pode
chegar a 42 francos. Não se esqueça de frisar que você
quer o petit café, que é o nosso expresso.”
3. Vinho barato: “não vá pensando em ir à França para beber supervinhos
baratos. Uma garrafa de vinho decente não sai por menos de 80 francos.”
4. Cafezinho: “fuja do Champs Elysée. São caros, cerca de
20 francos. E opte por tomá-lo no balcão, pois na mesa o preço
chega a dobrar.”
5. Procurar um hotel na última hora: “faça reserva no hotel com
antecedência. Cheguei a Paris ao meio-dia e só achei um hotel às 19h,
morto de fome.”
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Para
converter:
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1
dólar = 7 francos
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Publicado
em: 09/09/200

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O Passaporte do Gourmet |
Guia Gourmet de
Nova York |
Guia Restaurantes do
Rio 2001 |
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