Viajar / Fiat

Texto Andréa Pio
Fotos Gláucia Rodrigues

Igreja Matriz N. S. Conceição
História, aventura e gastronomia combinam-se na grande empreitada de restauração da Estrada Real, inspirando uma série especial da Fiat – o Doblò Adventure Estrada Real

O percurso trilhado por índios, escravos, tropeiros e bandeirantes em busca de ouro e pedras preciosas para abastecer a Coroa portuguesa, nos séculos XVII e XVIII, está renascendo. Atualmente objeto de um intenso trabalho de restauro e revitalização capitaneado pelo governo mineiro, a Estrada Real abrirá caminho para outro ciclo: o do turismo.

Há 300 anos esta estrada tinha como pólo central o arraial de Vila Rica (atual Ouro
Cachoeira do Lúcio,
em Itambé
Preto), onde estava parte do tesouro cobiçado — o ouro abundante de suas encostas —, e a partir do qual outros três caminhos foram criados. O primeiro, denominado velho, ligava a região ao porto de Paraty; o segundo, caminho novo, ao porto do Rio de Janeiro; e o terceiro, caminho dos diamantes, ligava Vila Rica a outro arraial, o de Tejuco (que hoje se chama Diamantina) por onde passa o Rio Jequitinhonha, no qual brilhavam as cobiçadas pedras preciosas.
Além de escoar ouro e diamantes até os portos fluminenses, de onde partiam os navios rumo a Portugal, o objetivo desta via era receber tropas com mercadorias para abastecer os pequenos povoados que surgiam às suas margens.

A Estrada Real tem 1.410 km de cenário paradisíaco, abrange 177 municípios (162 em Minas Gerais, oito no Rio de Janeiro e sete em São Paulo) e revela cachoeiras, rios, trilhas, grutas e reservas ecológicas, além de imponente arquitetura barroca. O caminho também desvenda aromas e sabores inigualáveis, como o dos quitutes feitos por mães-pretas, de lombo assado e torresminho crocante, da lingüiça curada, do fogão a lenha. E ainda guarda outras histórias, como a da trágica morte do alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que teve as partes do seu corpo esquartejado expostas em vários pontos do trajeto.

Recuperando a história

 
Caminho de Morro do Pilar
a Conceição do Mato Dentro

Agora, a história e as riquezas naturais da Estrada Real são alvo de interesse do governo do Estado de Minas Gerais que, por meio da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), criou o Instituto Estrada Real, uma ONG cuja proposta é estimular o desenvolvimento do potencial turístico da área.
Os trechos estão sendo sinalizados e preparados para receber, em cinco anos, 2,5 milhões de turistas/ano, gerando cerca de 180 mil empregos e U$S 1,25 bilhão de receita para as economias municipais, segundo estimativa do diretor do Instituto Estrada Real, Eberhard Hans Aichinger. Esta jornada já conta com o apoio do Ministério do Turismo, no valor de R$ 1 milhão para os primeiros estudos, do Governo de Minas Gerais, do Banco do Brasil e da Embratur, entre outros.
O projeto prevê ainda as certificações da Qualidade Profissional e de Segurança Alimentar nos mesmos moldes do Conselho Mundial de Segurança Alimentar (IFSC), desde que os municípios descubram o seu potencial turístico, façam o dever de casa e se estruturem bem para receber o turista.
Se a Estrada nasceu com requintes de nobreza, ela tem tudo para se tornar um grande atrativo turístico com oportunidades reais de investimentos e negócios, possibilidade de geração de emprego e renda, além de novas alternativas para o desenvolvimento das regiões.

Turismo com grife

Doce de mexirica
Nem o caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, nem a “Grand mother in road” — a famosa Route 66, entre Chicago e Los Angeles: o turismo sustentável na Estrada Real envolve mais de 50 segmentos da economia e um leque de oportunidades em diversas áreas, como turismo gastronômico, rural, esportivo, esotérico, de negócios, religioso, histórico e cultural, além do ecoturismo. Sem esquecer dos produtos licenciados com a grife oficial da Estrada Real: são mochilas, bolsas, calçados, utilitários e sacolas, em lona sintética e couro, além de sapatos (tênis, abotinados e botas), jogos americanos, xícaras e objetos em estanho (taças, canecas).

Cada produto comercializado contribuirá para a implementação e divulgação do projeto Estrada Real, bem como das comunidades que permeiam sua área de influência ao longo dos municípios. Outros produtos, que têm forte ligação com a história mineira e com a arte popular, como doce-de-leite, cachaça, artesanato, gemas e jóias, também serão lançados. E, saindo do forno, a Fiat incorporou-se a esse esforço de resgate do patrimônio cultural lançando o Doblò Adventure Estrada Real Com grife ou sem grife, o grande barato é cair na Estrada Real.

Veja também:

Mais informações sobre a Estrada Real: www.fiatadventure.com.br
Calendário de eventos

Receitas:
Cubu na folha de bananeira
Pastel de angu I
Pastel de angu II
Feijão-tropeiro
Pastel folhado
Sopa de banana verde
Doces em compota

Onde ficar
Onde comer

Publicado em: 30/10/2004


 



O Passaporte do Gourmet


Guia Gourmet de
Nova York


Guia Restaurantes do Rio 2001