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A passagem por São Paulo do chef-confeiteiro de
Alain Ducasse deixou água na boca dos gourmets. Em
evento recente no Empório Santa Maria, Christophe Michalak
e o sommelier Gerard Margeon, que trabalham com o prestigiado
chef francês no Hôtel Plaza Athénée
de Paris, brindaram convidados com uma degustação
que ensinava a melhor combinação entre doces
e vinhos.
Michalak,
28 anos, semifinalista da Copa do Mundo de Pâtisserie
na França em 97, diz que as sobremesas contemporâneas,
em Paris, seguem as influências de Pierre Hermé,
como a associação de frutas e legumes em doces
como torta de tomate e morango e inusitadas, como macarron
de azeite de oliva. "A tendência também
são os doces menos açucados, e o trabalho com
texturas crocantes e cremosas". O pâtissier, entretanto,
prefere trabalhar com doces clássicos, como o Guimauve
(cuja receita ofereceu ao Basilico) e reinterpretá-los.
"Quase não uso creme. Costumo substituir parte
dele por biscuit e frutas", conta o chef, que representou
Hermé em Nova York e trabalhou em confeitarias tradicionais,
como a Fauchon de Paris.
Além
de ser um "suvenir de infância", a escolha
para a data da receita de Guimauve (seu nome faz referência
à planta medicinal que entra na composição
de um medicamento de consistência cremosa), tem uma
razão simbólica. "Pode-se fazê-la
com vários ingredientes, como pistache, mas a água
de rosas tem tudo a ver com o Dia dos Namorados: é
o símbolo do amor", decide o chef. Ele lembra
que, em climas mais secos como na França, a sobremesa
não tem essa textura de musse, que adquiriu aqui. "Prefiro
essa 'nova versão' brasileira!"
Receita:
Guimauve
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