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Cultura
e Arte / Na Web com Nina
Por Nina Horta
Morro de inveja da Martha Stewart. Abriu um buffet no mesmo ano que eu, escreveu um livro uns 5 anos antes que o meu, e veja, ilustre passageiro, o belo tipo faceiro que a meu lado... tornou-se a segunda mulher "self made" mais rica dos Estados Unidos. Todo mundo sabe quem é Martha Stewart. No começo da carreira, em 1973, era só uma banqueteira que cozinhava em casa, loura, bonita e magra, uma pessoa ligada à comida, casada com um advogado e formada em História da Arquitetura. A fama veio com o livro "Entertaining", que vendeu 50 mil exemplares nas 2 primeiras fornadas. Imediatamente foi adorada e execrada. Continuou como se não estivesse acontecendo nada. Começou uma revista patrocinada pela Time Warner, mas só pensava na companhia de seus sonhos que uniria todas as mídias. A Time Warner não topou e vendeu-lhe os direitos da própria revista. Daí para sua "Omnimedia" foi um pulo - um conglomerado de rádio, TV, TV a cabo, Internet, consultorias. Show
dos milhões Na revista "Vanity Fair" de setembro, Martha foi acompanhada por um repórter num dia normal de sua vida. Vida que é uma com os negócios. Quando levanta de manhã e escova os dentes já tem alguém filmando sua escova preferida. Tudo que faz em casa é transformado em valor para a companhia. Se tem um problema com a cerca do jardim, o problema e sua solução passam para os leitores e telespectadores. Tudo que é de Martha é de todos. Casa
da artista Um cabelereiro e um maquiador andam por perto. Inventa de fazer um licor com uma frutinha que viu no caminho, improvisa, clique, clique, dá palpites sobre um abajur e uma cortina que estão sendo feitas. Muda de roupa. Começa a gravar o programa de culinária e as chamadas. À noite sai para jantar no Jojo e estará de volta tarde, para começar o dia no escritório novo, sua catedral, como apelidou o belíssimo estúdio. Martha Stewart
não cabe inteira em lugar nenhum. Chega. E não se fala
mais mal dela. Depois do primeiro bilhão de dólares calarem
as más línguas, virou cult. Pinta e borda, à vontade,
já está acima do bem e do mal.
Publicado em:
30/11/01
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