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Cultura
e Arte / Na Web com Nina

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Por
Nina Horta, de Veneza
Na 1º coluna sobre a cidade italiana,
Nina Horta comenta o descuido
gastronômico dos venezianos,
o bar de vinhos para os famintos
e escolhe uma receita típica da cidade
Os navegadores do Basilico
devem achar que a vida dos cronistas de comida é um eterno e delicioso
viajar. Pois há exatamente 6 anos eu não saía de
férias. E agora vejo Veneza, depois de 30 anos. Com 3 milhões
de turistas por ano.
McDonald's
ou pizza de micro?
Nem sei como cabemos na Sereníssima!!!! É brincadeira? Podem
fazer idéia do meu susto quando abri a janela do hotel (muitas
estrelas) e dei de cara com o logotipo do McDonald´s? O quê?
Em Veneza, gastando os tubos e, em vez de ver o palácio dos Doges
e de comer lulas na sua tinta e enguias quase vivas, dou de cara com o
McDonald´s? E o pior, mesmo, é que pode ser a melhor comida
do quarteirão... É fechar a janela rapidamente e se
deitar na cama dourada capitonnée de cetim, beeeeem fake....
Antes que me achem
implicante, vejam o que fala o guia da "Lonely Planet", um guia,
minha gente. "Os italianos comentam que em Veneza 'si spende tanto
e si mangia male'". A maior parte dos restaurantes do
pedaço, que atendem aos milhões de turistas, oferecem uma
pizza de massa mole, aquecida no microondas com um molho de tomate
morno jogado por cima. Um caso de ruindade sem feitio.
Bares
de vinho
Os modestos restaurantes tradicionais desapareceram, mas o melhor
é sair da região mais freqüentada e central e se embrenhar
pela periferia, atravessar a ponte do Rialto, chegar em San Polo e outros
bairros mais distantes e olho vivo para lugares que tenham cara de italianos.
(E nada é muito longe em Veneza.)
Uma esperança
são os bàcari, barzinhos de vinho, geralmente
muito toscos. Calcula-se que bebem em Veneza 50 mil taças de
vinho branco por dia.
Vinho
à sombra
A bebericagem começa lá pelas 11 horas da manhã,
e cada veneziano toma umas 10 pequenas taças por dia, a "l´ombra
ou l´ombretta" (à sombra ou sombrinha). Por que
o nome? Antigamente a taça era vendida por ambulantes na
praça San Marco, e eles seguiam a sombra do campanário para
conservar o vinho frio. Outros mais cínicos dizem que o nome vem
da pouca quantidade de vinho que vem na taça. Uma sombrinha. Junto
pode-se comer rodelas de frios, petiscos, os cicchetti.
A
sardelle
eneza não pode contar com os produtos da terra e tem que se contentar
com tudo trazido de lugares com chão, e com os peixes do Adriático
que, por sorte, não são poucos. Daí a importância
das coisas conserváveis, e daí a quantidade de peixes
e carne em escabeche da cozinha veneziana.
O prato mais servido
na terra é a sardelle in saor,
as sardinhas marinadas doce-azedas. Para o saor (sabor) é preciso
fazer as sardinhas fritas marinarem 2 dias numa mistura de cebolas em
rodelas muito finas, azeite e vinagre quentes. E, ao gosto de cada um,
especiarias, passas, pinoli e sal. Tudo fazendo o papel de conservante
desde a mais remota Antigüidade, meios de conservação
que ajudaram a fazer a riqueza de Veneza.
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Livros
recomendados antes de visitar a cidade:
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"Cénes
et Banquets de Venice", de Alain Buisine (editora Zulma)
"Venice"
(guia da editora Lonely Planet)
"Visa
pour Venise", de James Morris (editora Folio)
"La
Polenta nela Cucina Veneta", de Amedeo Sandri (ed. Franco Muzzio) |
| Sites
só para dar uma olhadinha: |
Instituto
Universitário di Archictettura di Venezia
www.iuav.unive.it/juli/vensave.htm
(Problemas de Veneza, desastres, restaurações)
Rialto:
o mercado de Veneza
www.rialto.com |
| Compras: |
Virtual Venice
www.virtualvenice.com
- mapas e guias |
Receita:
Uma receita da Newsletter de Edward Behr ("The Art of Eating")
dedicada a Veneza.
>> Sardelle
in saor
Cronista gastronômica
do jornal “Folha de S. Paulo”, autora do livro “Não é Sopa” e sócia-proprietária
do bufê Ginger.
e-mail: nina@basilico.com.br |

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Paris by Bistro
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Zagat 2005/06 Paris
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The Historic Restaurants
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Between Two Fires
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Life à la Henri
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