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Cultura
e Arte / Na Web com Nina

Por
Nina Horta, de Londres
| Divulgação |
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Alugue
um studio e brinque de casinha na capital inglesa - vá às
compras, prove samphire e encomende uma mochila de piquenique
No café
da manhã ofereceram a você duas salsichas com bacon e ovo
frito? Ou um mingau de aveia com torradas e arenque defumado? Um chá
para arrematar?
Chegou ao pub e ficou esperando alguém vir te atender? Pode esperar
o resto da vida, porque no pub é você que vai ao balcão
fazer o pedido, luv.
Não resista a Londres. Caia feliz nos seus braços com toda
a sua ignorância. Não procure entendê-la. Deixe que
ela passe por cima de você como um trator.
Hoje em dia, com a possibilidade de alugar um quarto, um flat, um studio
e até mesmo um bom hotel com pequena cozinha, o turista pode fazer
a coisa mais divertida que é brincar de casinha em Londres.
Samphire, o aspargo do mar
Vamos a alguns lugares bons para compras. Cada bairro vai ter seus
segredos, mas há os fornecedores clássicos que o
marinheiro de primeira viagem não pode perder.
O primeiro que vem à cabeça de todos é o Food
Hall do Harrod´s. Tem tudo e do bom. A não ser os abacaxis,
as mangas e as bananas, que perdem por larga margem dos nossos. Aliás,
aqui comem manga verdolenga sem piscar um olho. Influência
indiana, com certeza.
Numa pesquisa detalhada observei que a qualidade é ótima
e a variedade, enorme, mas há pouca ou nenhuma coisa
que seja totalmente desconhecida para nós em São
Paulo. Uma vitrine só de bacons. Mas, temos bacon. Pirâmides
de chocolate, mas, conhecemos chocolate. A única coisa desconhecida
mesmo, que nunca vimos nos nossos bons mercados, é a samphire,
que não sei traduzir, mas que parece um aspargo do mar,
uma alga fresca, salgadinha, para ser só branqueada de leve e comida
com o peixe.
Ovos de perdiz
O piquenique é uma instituição nacional, tem
até literatura especializada, e isto não temos não.
Na Fortnum and Mason existem as cestas de piquenique mais originais,
inclusive mochilas com piquenique para duas pessoas, pratos, copos e talheres.
Dá para consultar pela Internet. As cestas de Natal também
mexem com os ingleses. Vendem cerca de 300.000 nas vésperas de
Natal (http://www.fortnumandmason.co.uk).
Vendem também comida pronta como ovos de perdiz en croûte,
steak and kidney pie... indeed.
A história do chá
A história que contam sobre seus incríveis chás
e que temos que acreditar é que cada blend é adaptado à
agua do lugar. "A senhora sabe sobre nossa mistura de Nova York?",
é o que perguntam para todo mundo. "Não, não
sei".
"Bem , há algum tempo queríamos um chá novo.
Depois de pensar um pouco fomos para Nova York buscar 10 litros de
água. Foi rapidamente engarrafada, levada imediatamente para
o aeroporto, colocada num concorde da British Airways e trazida para a
Inglaterra, onde um carro de nossos laboratórios já a esperava.
Foi analisada e criamos um blend de 3 Darjeelings, balanceados na perfeição
para a água de Nova York. " Ah, sei.."
Doces japoneses
E na Harvey and Nichols (que ficamos conhecendo muito bem através
da série "Absolutely Fabulous", que passava no canal
a cabo HBO2), você tem chance de comprar uma perdiz caçada
há pouco, mas deve tomar cuidado, pois ela pode ter balas na
carne, e lá se vai o dente e a obturação.
E há surpresas agradabilíssimas. Piccadilly cheia,
hora de pico, e bate-se o olho numa vitrine que é só paz.
Kamakura Minamoto Kitchoan (44 Piccadilly London W1V 9AJ, tel.
00xx44 20/7437-3135, de segunda a sexta, das 10h/19h e sábado,
das 10h/20h).
E o que é? Uma casa de chá? Não!!!!
Uma loja de doces japoneses ma-ra-vi-lho-sa. E nós que pensávamos
que no Japão só existia doce de feijão
Cara
de coisa feita pelo marido da Mari Hirata, nossa professora do Boa Mesa,
que é confeiteiro real.
A especialidade da casa é uma passa da Alexandria envolta em massa
de arroz polvilhada com açúcar (rikunohojyo).
Um pêssego inteiro selecionado, do qual se tira o caroço.
No lugar dele vai um pequeno pêssego verde. A fruta inteira recoberta
de gelatina de alga (tousenka).
E comprei e trouxe para casa um caqui inteiro, seco, mas úmido,
recheado com um doce de amêndoa, sem nome
Bolo caseiro
E em Chelsea, cansados de andar a pé procurando aquela meia que
a tia pediu, um oásis de jardim de ervas, cheiroso, o mais antigo
jardim botânico do mundo, pequenino, no meio da cidade, cheiroso
como o quê. E na sede, uma sala grande com mesas e bancos, muito
simples, com um chá e uma fileira de bolos caseiros. Escolha o
de cenoura com nozes e merengue (os outros são sempre
muito pesados.)
Chelsea Physic Garden, desde 1675 (66 Royal Hospital Road, London SW3
4HS)
Cronista gastronômica
do jornal “Folha de S. Paulo”, autora do livro “Não é Sopa” e sócia-proprietária
do bufê Ginger.
e-mail: nina@basilico.com.br |

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Paris by Bistro
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Zagat 2005/06 Paris
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The Historic Restaurants
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Between Two Fires
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Life à la Henri
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