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Cozinhar
/ Passo a Passo do Chef
Texto
e fotos Cristiana Couto
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Carla
Pernambuco
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Com
uma interpretação
particular da cozinha fusion, a chef
Carla Pernambuco dá uma
receita de bacalhau com
temperos marroquinos
Perfil
A gaúcha Carla
Pernambuco passa constantemente por mudanças. Envolvida
com teatro na adolescência, fez jornalismo, produziu eventos, trabalhou
em jornais e agências de publicidade, morou no Rio de Janeiro, Brasília
e Nova York.
Entre tantas mudanças,
decidiu, enfim, tornar-se chef e voltar ao aprendizado adquirido na infância,
quando acompanhava mãe e avó italianas em suas incursões
pela cozinha. Em Nova York, aprofundou-se nas artes culinárias
no The French Culinary Institute e, visitando - e trabalhando em
- pequenos restaurantes (como o Boom Café, em que cuidou
do brunch), descobriu a cozinha fusion.
Muito em moda na cidade naquela época, a fusion cuisine
prega a combinação (fusão) de ingredientes de várias
etnias em um prato. Carla estudou as culinárias tailandesa,
marroquina, indiana e vietnamita e, com receitas na bagagem, voltou
a São Paulo. Primeiro, cozinhou em jantares e festas. Depois, abriu
seu próprio restaurante, o Carlota, no final de 1995 - de cardápio
(e não receitas) fusion e cara novaiorquina.
Vieram o Lolita
e o Carlotinha, que lhe trouxeram a certeza de que ela não
combina com produção em alta escala. Com o fechamento de
ambos, de volta ao produto mais artesanal do Carlota, Carla agora tem
mais tempo para criar suas receitas, e menos restaurantes para administrar.
Pelo menos até abrir sua filial no Rio de Janeiro, com 25 lugares,
prevista para abril/maio de 2001.
" (O chef) Dominique Guérin é quem vai cuidar dos pratos
do Carlota carioca, e meus sócios vão administrar o restaurante.
Farei a ponte aérea 1 vez por semana", diz. Apenas mais uma
"pequena" mudança.
Publicado em:
30/03/01
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