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Cozinhar / À Mesa com Mari Hirata
Por Mari Hirata, do Japão
Todos reconhecem as habilidades manuais dos japoneses e seu gosto por um trabalho bem feito. Junta-se a isso seu interesse pela gastronomia e pronto, está explicado o sucesso dos restaurantes onde não é preciso um chef: você prepara ali na mesa mesmo o seu prato. O restaurante fornece os ingredientes e os utensílios necessários. Em tempos de crise,
comer fora é considerado pelos nipônicos o lazer mais popular.
Logo, os restaurantes se esforçam ao máximo para satisfazer
a clientela, criando restaurantes em função de temas
gastronômicos. Churraquinho
coreano
Por ser uma carne extremamente gordurosa (não importa o corte, a carne é toda "marmorizada" com gordura) é perfeita para a grelha. Seu corte mais popular é o calbee (carne da costela), cortado bem fino (a espessura se justifica pelo preço do Wagyu, que pode chegar a US$ 100 o quilo). Degustada com molho especial (shoyu, alho, cebola, gergelim, pimenta etc.) é muito boa! É verdade que você sai cheirando à fumaça do restaurante... Até um drinque bem popular, o Grapefruit Sour, deve ser preparado pelo cliente (coisa de japonês): à mesa vem um copo com gelo, o aguardente de batata, um espremedor e meio grapefruit! Pizza
oriental
Apesar de divertido (as crianças adoraram), não se pode dizer que seja um empreendimento altamente gastronômico - só não entendo porque há tantos restaurantes de okanomiyaki por aqui... Popular em todo o
Japão, ele tem versões regionais em Osaka (o negiyaki),
Hiroshima (o modanyaki) e, em Tóquio, o monjayaki
é uma das versões sem farinha, mais leves (que eu prefiro).
O que todas as versões têm em comum é o fato de não
precisarem ter um chef na cozinha, serem baratas e encherem a barriga!
Receitas: Yakiniku
ou churrasco coreano
Publicado em: 26/06/01
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