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| Cozinhar /
Jornal Wilma Kövesi |
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Por
Wilma Kövesi
No artigo de Wilma Kövesi, uma discussão sobre o conceito
de
comer bem, além de receitas
que acompanham um bom
fígado ao Porto e dicas
para bater claras em neve
O sábio
equilíbrio de comer bem
Beth K.Mathias

Fígado
de vitela ao Porto |
A doença
da vaca louca e a febre aftosa me fizeram pensar sobre como o conceito
de
comer
bem também sucumbiu aos nossos vertiginosos tempos e vem
sofrendo constantes mudanças de significado.
Há cerca
de 10 anos, "comer bem" transmitia a modorrenta e hoje
culposa sensação de empanturrar-se à mesa,
sem qualquer preocupação ou maiores cuidados com o
colesterol, as fibras e quetais, sair palitando os dentes e se refestelar
em uma macia poltrona, deixando todo o resto para depois.
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Colesterol,
o vilão
Andar era apenas um meio de locomoção, o significado
e função do Parque do Ibirapuera e similares era só
de parque mesmo: bicicletas saiam do lugar, usadas por crianças e
pelos entregadores de empórios e açougues, para entregas a
domicílio, hoje transformadas em delivery por motoqueiros
terceirizados.
Não sei quem
veio primeiro ou se todos surgiram juntos, avassaladores: as academias
de ginática, os personnal trainers, os alimentos light
e diet.
O colesterol e os triglicérides foram denunciados como os grandes
vilões da vida sedentária e cheia de pressões
dos executivos, prontamente redimidos pelos cateterismos e cirurgias
cardíacas, dos quais emergiam como novos super-homens, com cabelos
tintos e barrigas encolhidas.
Mas voltemos ao conceito
de comer bem, ainda não reduzido às pílulas dos astronautas,
mas que hoje significa, em primeiro lugar, alimentar-se de maneira
correta e cheia de si, de preferência com alimentos que não
sejam muito do seu agrado - como, por exemplo, a substituição
do saboroso queijo fresco (integral!) pelo tofu, tão sensato e
vegetariano.
Comer
melhor
O contato maior das pessoas com as cozinhas japonesa, tailandesa e vietnamita
fez com que sua gordurosa "irmã" chinesa quase caísse
em desgraça, e nos levou a administrar os preconceitos e a
supreender nossos paladares com novas técnicas, ingredientes e
temperos.
Então? Onde
estamos e para onde vamos?
Sinto que o significado atual de comer bem é e será, por
longo tempo, usufruir de uma cozinha de preparo correto e esmerado
- não necessariamente complicada - com molhos desengordurados
e criativos, com respeito ao grau de cozimento ideal dos alimentos, com
plena reintegração dos grãos utilizados desde os
tempos bíblicos... Em suma, "comer bem" evoluiu para
"comer melhor", em todos os sentidos.
Os
miúdos de Hannibal
A mania (saudável, é verdade, mas radical) de não
comer carne suína acabou com o delicioso sabor original das
costeletas, lombos e pernis, hoje secos, sem o menor sabor e generosidade.
E os miúdos?
A macia língua com molho de tomates e ervilhas, o miolo à
milanesa, os rins ao vinho do Porto, o fígado acebolado? Pelo
menos aqui em São Paulo, a geração "hambúrguer"
nem sabe do que se trata, à exceção das tétricas
e escatólogicas maluquices do filme "Hannibal".
Será que todos
esses alimentos são realmente nocivos à saúde? Na
minha opinião, o que é pernicioso é o radicalismo,
a superficialidade do conhecimento, a acomodação e os exageros
hoje cometidos em prol de uma vida mais saudável e longeva. A tão
decantada reeducação alimentar nada mais é
que a utilização do sábio equilíbrio no comer.
Mas é bom que alguém tenha reinventado esse termo, porque
assim os glutões se empaturram e depois passam uma temporada
em um spa, onde acabam aprendendo só um pouquinho mas saem
apregoando aos quatro ventos que gordura, nunca mais...
Pois sim!
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Dica
da Wilma
Divulgação
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Para
bater claras de ovo
Prefira
claras em temperatura ambiente.
Para garantir volume e firmeza (dependendo do uso),
junte uma pitada de sal (para pratos em geral) ou de cremor
de tártaro (para suflês de textura mais delicada)
ou ainda gotas de limão (para suspiro).
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1 ou 2 claras podem ser facilmente batidas...
a
mão:
- em travessa rasa com 2 garfos, ligeiramente espaçados
- em tigela pequena, com fouet (batedor de arame)
- em tigela pequena, com batedor de arame em formato de mola
para os preciosistas:
- Uma tigela
de cobre de fundo redondo, ligeiramente afunilado, que em
francês tem um nome curioso, que descreve a parte posterior
de uma galinha. O cobre, ao entrar em contato com as claras, provoca
uma reação química que tem o mesmo efeito da
pitada de sal e das gotas de limão.
- Para quantidades
maiores, coloque as claras em tigela de tamanho adequado. É
mais rápido e eficiente usar batedeira elétrica,
do tipo comum ou planetária.
- Comece a bater
as claras sempre em velocidade baixa, até espumarem. Aumente
para a velocidade máxima, batendo-as apenas até ficarem
firmes. Se bater em excesso, as claras ficarão ressecadas.
- Siga sempre
as instruções da receita: de forma geral, as claras
batidas em neve são adicionadas à massa, aos poucos,
lenta e delicadamente.
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Notícia
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Depois de 3 anos no ar, o site da Escola Wilma Kövesi de Cozinha
- a pioneira e sempre inovadora escola de culinária de São
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online, com pagamentos via boleto bancário ou cartão
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A implantação
de sistema integrado para o agendamento e inscrição nos
cursos da Escola (www.wkcozinha.com)
é mais ágil e rápido. Quanto ao conteúdo,
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por Wilma Kövesi, e um mapa da escola, além da programação
completa, cardápios e "Dicas da Wilma".
e-mail:
foco@basilico.com.br
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