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Por Beatriz Marques
Tudo começou com um antigo livro de receitas... e atingiu o clímax com a abertura, no dia 10 de março, do restaurante SAO, idealizado pelos chefs Hamilton Mellão Jr., do I Vitteloni, e Carlos Siffert , ex-Tambor. O novo empreendimento da dupla vem atraindo o público paulistano com pratos da cozinha italiana inspirados no “La scienza in cucina e l'arte di mangiar bene”, obra de 1891. As 450 receitas do “La scienza”, obra do italiano Pellegrino Artusi, serviram de “musa inspiradora” aos dois artistas da culinária. Para Mellão, “Artusi foi o primeiro a codificar a culinária italiana”. E, com a publicação embaixo do braço, mostrou ao amigo Siffert o que seria o pontapé inicial do novo projeto. Depois de 1 ano de estudos e com mais 3 sócios-investidores, o SAO foi montado no espaço onde funcionara o extinto Tambor (fechado desde 2003). O cardápio do SÃO é baseado nas receitas de Artusi, mas com toques contemporâneos e ingredientes fáceis de serem encontrados por aqui.
A cozinha do restaurante divide-se em 3 estações de trabalho: espetos, massas e assagio. Os primeiros são preparados em grelhas de aço inox e tem como exemplos folha de uva fresca recheada de camembert (R$ 5) e lula recheada com risoto de camarão (R$ 8). A segunda estação de trabalho é comandada por uma equipe que prepara, na hora, apenas um tipo de massa — o espaguete à la chitarra. Cabe ao cliente escolher o molho. Entre as ofertas estão o de galinha-d'angola, fava fresca, sálvia e vinho tinto (R$ 25) e o de salmão com creme de leite acidulado e melissa (R$ 22). Já o assagio, que significa “degustação” em italiano, é o grande destaque da casa. Oito pratos em pequenas porções são servidos simultaneamente e variam diariamente. O do dia 14 consistia em:
Preço do assagio: R$ 27. As sobremesas seguem a trilha italiana, com as tortas – de amêndoas, caramelo com nozes e chocolate ou zabaglione —, o minestrone de frutas e os criativos sorvetes, como o de figo com vinho do Porto, de maçã e de mel de laranjeira. Os preços variam de R$ 6 a R$ 12. Águas, cafés e chás têm posto privilegiado, semelhante ao do vinho: cada um possui uma carta. As italianas Pana (R$ 10) e San Pellegrino (R$ 10) fazem parte do rol de 8 opões. A marca Café do Centro entra com 4 variedades de grãos para a extração do espresso: Mogiana, Cerrado Mineiro, descafeinado e um blend exclusivo dos chefs (R$ 3 cada). E a tisana (infusão de ervas digestivas, R$ 10) é um dos atrativos entre os 8 sabores de chás.
Publicado em:
01/04/05
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