|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Por
Beatriz Marques Em
nova fase, com a entrada do chef italiano Salvatore Loi, o Fasano chega
a quase um século e reafirma a excelência da cozinha italiana
em São Paulo História e chef O restaurante Fasano
traz, há 97 anos, a autêntica cozinha italiana ao
paladar do paulistano. A "mão" dos Fasano também
está em outros 3 locais da capital: além do restaurante
que leva o nome da família, há o Gero, o Gero Caffè
e o Parigi. Rogério Fasano, que comanda o sofisticado restaurante
na rua Haddock Lobo, nos Jardins, relata ao Basilico a influência
de seu bisavô e avô na gastronomia da cidade, a passagem do
chef italiano Luciano Boseggia e a nova fase do Fasano, com o também
chef italiano Salvatore Loi. Vittorio, bisavô de Rogério Fasano, inaugurou o primeiro empreendimento - a Brasserie Paulista - em 1903, na praça Antônio Prado, no centro de São Paulo. Arquitetonicamente ousada, a casa chamou a atenção dos paulistanos, mas fechou em 1923 com a morte de Vittorio. Vinte e cinco anos depois, o caçula de Vittorio reassumiu o projeto gastronômico da família: reinaugurou o Fasano na mesma praça e o transferiu, tempos depois, para o Conjunto Nacional (bairro de Cerqueira César). Sem funcionar entre 1969 e 1982, o Fasano voltou à ativa em 1982, pelas mãos de Rogério, neto de Ruggero. A nova sede, no shopping Eldorado (zona sul de São Paulo), durou 8 meses: "O lugar era inóspito", justifica o proprietário. Com a ajuda do pai, Fabrizio (que foi proprietário da marca de uísque Old Eight), inaugurou-o em 1984 na rua Amaury (Itaim). A mudança para a grande casa da Haddock Lobo aconteceu 6 anos depois, e mantém até hoje a sofisticação e qualidade da cozinha italiana. Ambiente
Projetado pelo arquiteto
Gil Germain Donnat, o Fasano "resgata a formalidade de uma época
com classe", nas palavras de Rogério. Caracterizado pelo ambiente
formal e sofisticado,
o Fasano chamou atenção na época. Cardápio
A cozinha do Fasano
foi sempre marcada pela inovação. "Foi o 1º
restaurante no Com passagem marcante pela cozinha do restaurante, o chef Luciano Boseggia ficou com a família por 10 anos. A saída de Boseggia, no final de 1999, fez com que Rogério arregaçasse as mangas novamente e injetasse nova energia ao restaurante. "As técnicas de preparo avançaram e era necessário aprimorar o clássico", explica. Assim, criou versões fiéis de pratos tradicionais, para paladares sofisticados. Entre eles, o ravióli de pato com molho de laranja (R$ 32), um clássico da Toscana, cuja massa é elaborada no próprio restaurante, em espaço criado recentemente no salão. Outros clássicos da casa são o riso al salto (R$ 36) e o ossobuco alla milanese (R$ 42). Chef
Após a saída
de Boseggia, Rogério foi à Itália buscar um novo
chef. Encontrou Salvatore
Loi, 38, por intermédio de um amigo. Loi, que já
queria sair de seu país para adquirir novas experiências,
chegou ao Brasil há um ano para, juntamente com Rogério,
inovar a cozinha do Fasano. Adega Um dos orgulhos da
casa, a adega do Fasano abriga cerca de 3 mil garrafas. Projetada em forma
de abóbada, com tijolos à vista, lembra as antigas adegas
européias. Em seu interior há preciosidades, como a Impériale
- garrafa com capacidade para armazenar líqüido de 8 garrafas
de Romanée-Saint-Vivant 74, cujo preço está em torno
de R$ 18 mil - e a Jéroboam, com capacidade de 6 garrafas
de Château Mouton-Rothschild 79 (cerca de R$ 12 mil). Preço:
$$$$
|
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||