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Por Márcia Lima

Divulgação
O chef José Pereira, há 25 anos no restaurante

Com mesmo chef desde sua
inauguração, restaurante mantém
brilho da clássica cozinha francesa

São Paulo tem muitos restaurantes. Alguns são franceses. Poucos, porém, aliam modernidade e tradição tão bem em um cardápio. Conheça um pouco da saga do Le Coq Hardy, um autêntico francês.

História
Situado nos Jardins, em São Paulo, o Le Coq Hardy mantém fama de melhor cozinha francesa
clássica da cidade.

Há quem sinta nostalgia da pequena casa com 13 mesas da avenida Adolfo Pinheiro (no bairro de Santo Amaro, São Paulo), onde Vincenzo Ondei, italiano apaixonado pela França, começou seu hobby em 1975.

Gourmet, o restaurateur passou a juventude em Paris. Em 1958, veio ao Brasil para introduzir os automóveis de luxo Simca Chambord. Vincenzo foi pioneiro em trazer ingredientes de qualidade ao restaurante, numa época em que produto importado no Brasil era artigo raro. E seus festivais – de escargots, por exemplo – são clássicos.

A introdução do foie gras no cardápio também é marca da casa: obra do chef francês Erick Jacquin (hoje no Café Antiqüe, SP), que reinou por 4 anos ao lado do chef veterano José Pereira.

Ambiente
Os amplos salões (um com lareira, outro com jardim) acomodam mais de 50 mesas, 18 no segundo pavimento. Tem bar amplo, com piano de cauda.

Sua decoração é clássica, sofisticada, com toques pessoais de Margarida Ondei, mulher de Vincenzo. A iluminação suave privilegia quadros e esculturas (como galos em diversos estilos), alguns com assinaturas famosas.

O cadápio é servido em porcelana Schmidt exclusiva em motivos florais e talheres de prata Fracalanza e os vinhos, em taças de cristal.

Chef
No comando das panelas desde a fundação da casa está José Pereira de Souza, cearense de Crato. A idéia de ser metalúrgico foi deixada para trás. Mas foi na prática que desenvolveu sua paixão pela química gastronômica.

Os estágios no Le Coq Hardy de Bougival e na Maison du Danemark, ambos em Paris, além do convívio com Jacquin, aperfeiçoaram seu estilo.

Passou aos pratos leves, com molhos ligeiros, seguindo os preceitos da nouvelle cuisine francesa. Perspicaz, percebeu que o paladar do brasileiro pendia para o tradicional. Sua receita de sucesso é o meio-termo: cozinha clássica aliada a pratos mais modernos.

Cardápio

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Foie gras quente com manga, novidade

Do menu original, sobrevive impávido o filé com molho de mostarda. Adaptando-se ao gosto da clientela, peixes preparados de várias maneiras. O menu de almoço, a preço fixo e mais em conta, é outro atrativo.

A novidade do cardápio é o foie gras quente com manga e o pequeno bolo de chocolate quente com sorvete de creme.

Entre os pratos, alguns exemplares da cozinha italiana, como massas e risotos.

Adega
Quem comanda é o sommelier Honório Luís da Silva, paulista, há seis anos na casa. Suas passagens anteriores incluem Terraço Itália, Engenho e Arte (Senac) e Paddock Jardim.
Ele vai logo dizendo, na entrada de seu templo climatizado: “Tenho um ciúme danado de tudo por aqui.”

Com cerca de 860 rótulos, predominam os Bourgogne e Bordeaux franceses. Algumas preciosidades: Château Margaux 1955 e Château Latour (ambos classificados como Premier Grand Cru Classé). Mas há também imensa variedade para gostos e bolsos. Vinhos italianos, portugueses e espanhóis, chilenos, argentinos e nacionais.

Preço: $$$$
Avaliação :

Le Coq Hardy

Rua Jerônimo da Veiga, 461, Itaim Bibi, zona sul, São Paulo, tel. (0xx11) 852-3344
Segunda a sexta: 12h/14h30 e 19h/1h
Sábado: 19h/1h
Cartões: todos
Estacionamento: manobrista (pago)

 


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