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| Chef
Pino Lavarra |
Por
Beatriz Marques
O
jovem italiano Pino Lavarra, com restaurante na costa amalfitana, conquista
2 estrelas no "Michelin"
A primeira estrela, um chef nunca esquece. É o sinal de
reconhecimento da crítica especializada pelo trabalho feito com
muito afinco e qualidade, conquistado dia-a-dia. A segunda estrela,
porém, marca uma nova responsabilidade. E Pino Lavarra
sabe disso. Chef do restaurante Rossellinis, instalado no Palazzo Sasso,
no magnífico cenário da Costa Amalfitana (Itália),
Lavarra recebeu a consagração pelo "Michelin"
na última edição do guia, em 2005, integrando um
time restrito de jovens chefs com tamanho compromisso.
“Senti
bastante o peso da responsabilidade, já que a clientela também
muda, torna-se mais exigente. Mas preciso ter um compromisso
comigo mesmo para não contrariar o que sempre fiz”, declara
Lavarra, em entrevista ao Basilico. O chef italiano, com sua equipe, esteve
em São Paulo no final de 2005 para um jantar de gala em prol de
uma associação beneficente e apresentou algumas de suas
criações para jornalistas no Empório Santa Maria
(SP).
Divulgação |
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Salão
do restaurante |
Lavarra, 36 anos, pratica
uma cozinha mediterrânea com toques de contemporaneidade, reflexo
do aprendizado adquirido em diferentes culturas gastronômicas. Mas
enfatiza: “Minha cozinha é de pesquisa”.
Sempre em busca do uso de ingredientes da região, o chef diz apreciar
a cozinha espanhola no estilo da do catalão Ferran Adrià —
serve, durante sua apresentação, por exemplo, sopa de mozarela
com gelatina de manjericão e tomate-cereja, uma “desconstrução”
da salada Caprese.
Sua passagem pelo Brasil foi possível graças ao fechamento
do restaurante entre os meses de novembro e março. Nesse período,
Lavarra aproveita o para pesquisar, principalmente em viagens
à Ásia, que já lhe renderam novas abordagens
no que diz respeito à estética de um prato e ao trabalho
com peixes, além de outras técnicas. “O Ocidente ainda
tem muito a aprender”, acredita.
Pelo
mundo
Restaurantes em Mônaco, Inglaterra e Malásia foram escolas
onde Lavarra exercitou sua habilidade, mas o início de seu gosto
pela gastronomia foi em sua cidade-natal, Putignano, um vilarejo localizado
em Puglia (Sul da Itália). “Minha mãe era cozinheira
da escola e até hoje peço a ela para preparar a foccacia
de batata de lá”, relembra. Os aromas e a atmosfera deste
período o incentivaram, aos 14 anos, a procurar a escola de catering
Castellana Grote, onde aprendeu, além do básico da culinária
italiana, o significado de ser um chef.
| Divulgação |
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Terraço
do restaurante |
Dos estágios
em pizzarias e restaurantes locais nas férias, passou para outras
regiões com potencial gastronômico. Em Mônaco,
ficou por 2 anos no restaurante L’Osteria. Mas foi na Inglaterra,
seu próximo destino, que destacou-se entre as panelas. Depois de
2 anos no hotel Stafford, em Londres, ajudou o chef Paolo Simeoni a inaugurar
o The Dinning Room, restaurante de cozinha italiana contemporânea
do hotel Regent Four Seasons. “Foi aí que iniciei
meu contato com grandes chefs, não exatamente famosos, mas com
boa técnica”, explica. Seus novos contatos garantiram-lhe
o cargo de sub-chef durante a reabertura do Toto’s, restaurante
de alto padrão no bairro de Knightsbridge.
Um pulo na Ásia
Em 1996, Lavarra teve a oportunidade de lidar com um público e
uma culinária desconhecidos ao receber um convite para trabalhar
no Penang Mutiara Beach Resort, na Malásia. Foi
a primeira de muitas idas ao continente asiático, já que
se tornou um grande fã dos aromas, das técnicas e da cultura
oriental.
No ano seguinte, os ventos o trouxeram novamente à Europa,
desta vez a pedido de um antigo colega, o chef Antonio Genovese.
Seu novo trabalho era como sub-chef de um hotel que abriria as portas
em Ravello: o Palazzo Sasso. “Percebi que precisaria de mais experiência
para permanecer nele”, confessa. Depois de sua saída, foram
6 meses entre o famoso Le Manoir Aux Quat’Saison (em Oxford, Inglaterra)
e Grissini, restaurante do hotel Hyatt Carlton Tower, em Londres. Em
2001, o destino trouxe-o de volta ao Palazzo Sasso, como chef-executivo
do restaurante Rossellinis.
Desde então, o Rossellinis acumula prêmios, como 1 estrela
no guia italiano “Veronelli”. A casa também foi considerada
como a “melhor em gastronomia da Europa” pelo “Conde
Nast Traveller” em 2004.
O hotel, com 32 apartamentos e 11 suítes, é um dos destinos
mais procurados por turistas do mundo inteiro – 70% dos
hóspedes são estrangeiros. Para hospedar-se no
hotel, é preciso desembolsar de 300 a 2 mil euros diários.
Para experimentar o menu completo de Lavarra, paga-se 95 euros.
| Um
jantar no Palazzo Sasso |
Sonho napolitano
com folhas verdes, queijo Burrata, lagostim grelhado, redução
de vinho Passito e leite com aroma de lula frita.
Ravióli
com massa de cogumelos cèpes recheado com carne,
molho de foie gras de ganso, trufa ralada e queijo Pecorino
Peixe assado
com a pele servido com alcachofra, funghi porcini, batatas
cozidas e emulsão de alcaparras e anchovas
Peito de faisão assado, polenta com folhas verdes e flores,
aipo-rábano gratinado e caldo com aroma de uvas
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Palazzo
Sasso (via San Giovanni del Toro, 28, Ravello, Costiera Amalfitana,
tel. 00xx39 89/81 81 81)
Publicado
em: 17/02/06
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Bouchon
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Boulevard
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