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Comer / Caro Josimar
A Flavia Quaresma é craque mesmo, o melhor da terra de São Sebastião atualmente. As combinações e texturas são cientificamente perfeitas, e ela preserva no Carême uma coisa muito legal que é manter pratos tradicionais - como boeuf bourguignon - ao lado da invenção, das novas artes. Comi 2 vezes esse prato principal lá, mas não arrumado numa torre de batatas, com o "dito" lá em cima e um lindo alecrim espetado na ponta, complicadíssimo de começar a comer. Josimar, todas as vezes em que fui lá, ela compareceu em todas as mesas perguntando como estava tudo e tal. Bacana. RJ cool Apesar do boom de chefs e restaurantes e toda uma interação com o que há de mais moderninho na gastronomia atual - todos os cappuccinos (molhos espumosos como um cappuccino) salgados, peixes com gergelim grelhados só de um lado, sobremesas de fruta sem gosto e franceses flertando com o oriente -, o Rio tem no Centro, na Lapa, na Glória, em Santa Teresa e arredores não só uma comida que transborda história como os lugares mais cool pra se conhecer. Evidentemente, cool significa fora da zona sul... For sure, brother! Pá!!! O Nova Capela na Lapa é, com certeza, o lugar onde se come um cabrito macio, derretendo na boca, como em Portugal, ora pois. O Marcelo, que é "Portugal addict" como eu, se já não conhece vai gostar, com certeza! Destilados nórdicos É fundamental na Lapa também o filé a Osvaldo Aranha do Cosmopolita; aliás, foi lá que o prato foi criado. Pastel de Belém? No maravilhoso art decô Casa Cavê. Folheados lá são jóias! O Mosteiro, que tem aquele clima noir e tradicional dos paulistanos Bar Brahma e Ca'd'Oro, pra se comer pratos da era "pré-chefs geniais": empada, dobradinha e, às vezes, uma seleção de carnes de caça. Santa Teresa tem um restaurante alemão maravilhoso: o Adega do Pimenta que, além de servir a melhor salada de batatas que já comi, embutidos bem cuidados e um chope que é um primor - parece um leite -, traz a maior coleção carioca de destilados nórdicos (e alguns da Alsácia) pelas mãos do proprietário, William. Magret emergente O que está faltando por aqui é algo como Gero e Fasano, que praticam o "tradicional" com técnica moderna. Vitela à milanesa e purê de batatas, mas com técnica, sabe? É isso que eu preciso... Acho que essa fase "magret de canard adocicado" é emergente, assim como essa chatice de "orientalizar" a comida francesa também. Nos EUA a mesma coisa, com esses pratinhos "levinhos", sem sal e gordura e pseudobonitinhos. Eu torço muito
para que as pessoas vejam que o pudim de leite é tão bom
e importante quanto a panna cotta!
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