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Beber / Vinhos / Aula de Vinho
Por
Ennio Federico
Veja como proceder em uma degustação
Pode-se considerar
ainda uma fase intermediária entre a olfativa e a gustativa, que
se desenvolve a partir da boca, e que seria uma 2ª fase olfativa.
São impressões aromáticas, captadas pela via retronasal,
quando o vinho está na boca. Exame visual A cor do vinho é um fenômeno importante e, ao mesmo tempo, intrigante (variado e cheio de sutilezas). Há 3 aspectos: limpidez, intensidade e nuance. Procedimento: com o copo à altura dos olhos e diante de um ponto luminoso, a percepção de partículas em suspensão define um grau de limpidez/sanidade do vinho.
Para distinguir um vinho turvo de um vinho com depósito: coloque a garrafa em pé em lugar fresco e deixe-a em repouso. Se, após certo tempo - variável conforme o vinho - as partículas estiverem depositadas no fundo, foi porque o aspecto inicial aconteceu por uma manipulação brusca da garrafa, dispersando as partículas. Este fenômeno não é considerado um defeito: deve-se a cristais de tartarato ou a substâncias coaguladas inertes. Antes de serem interpretados negativamente ou sugestionarem exames posteriores, estes depósitos devem ser interpretados como os de um vinho que não foi submetido a tratamentos agressivos. Particularidade: o vinho adere às paredes do copo quando é inclinado ou quando se fazem movimentos circulares com ele. Posicionando o copo em pé novamente, nota-se que o líquido escorre pelas paredes do copo, sob a forma de lágrimas. Este
fenômeno deve-se: Estas lágrimas (que variam de tamanho e quantidade) não garantem, sozinhas, um equilíbrio ou harmonia do vinho. Mas um vinho magro parecerá bem mais fluído, e suas lágrimas serão desinteressantes. Classificação por exame visual Cor
Transparência
É essencial para se avaliar a qualidade do vinho, pela alta sensibilidade das mucosas olfativas e por conta da grande variedade de substâncias que compõe o vinho.
A avaliação tem 4 fases: 1ª fase: imóvel - ao aspirar o copo em repouso, revelam-se as substâncias mais voláteis (aromas de frutas e flores) e que geralmente desaparecem em contato com o ar (ou que se transformam rapidamente, por oxidação ou combinação). Esta fase é marcada por odores "parasitas" (S02, resíduos de fermentação e defeitos), devido ao aprisionamento do vinho na garrafa. 2ª
fase: agitação - o movimento de rotação
do copo aumenta a face do vinho em contato com o ar, oxigena o líquido
e acelera a oxidação. Esta aeração libera
gases dissolvidos, e a oxidação revela componentes aromáticos
- a cada instante, a complexa composição químico-orgânica
do vinho transforma-se pela perda de elementos voláteis, pela oxidação
de produtos voláteis e pela interação de seus componentes
em evolução. Isto faz com que o conjunto de aromas mude
com o tempo. A modificação de sua composição
química e a perda de voláteis conduz à 3ª fase: repouso - ao deixar o vinho em repouso algum tempo, uma nova aspiração possibilita apreciar a evolução dos componentes aromáticos e a resistência ou fragilidade do vinho à oxidação. 4ª fase: copo vazio - um novo exame permite sentir os componentes aromáticos sem o suporte do álcool. Classificação
por exame olfativo
Odores indesejáveis
Mede os sabores, e
deve confirmar o exame olfativo. Conselhos Toda degustação
deve ser registrada em ficha apropriada, com as principais características
do vinho relacionadas. Essas fichas devem conter, no mínimo:
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