Beber / Vinhos / Aula de Vinho

Por Ennio Federico

Divulgação
Copo para degustação



 

Algumas conselhos e dicas úteis
para você fazer uma degustação correta,
em casa ou numa reunião de amigos







A degustação é basicamente um exame sensorial. É a avaliação da qualidade de um vinho por meios dos órgãos dos sentidos (visão, olfato, paladar e tato). Significa submeter o vinho a todas essas sensações, procurando analisá-lo de modo a determinar suas características organolépticas (apreendidas pelos órgãos dos sentidos).

Beber uma taça de vinho é bem diferente do que degustar um vinho. Embora qualquer pessoa possa fazê-lo, é preciso que existam algumas condições básicas para que resultado seja produtivo.

Quase sempre existe um orientador, um tema (uma região, uma variedade de uvas), um local com iluminação perfeita, temperatura correta da sala e dos vinhos, copos adequados e uma ficha de anotações, de preferência com quesitos para pontuação. Alguns conselhos para essas ocasiões:

Dicas básicas

  • Os copos, além de adequados (boca afunilada, sem desenho, cor ou lapidação) não devem ter cheiro de armário ou de caixas de papelão. Devem ter sido previamente lavados apenas com água quente (sem detergentes)
    Não fume antes e absolutamente nunca durante a degustação
  • Não beba café antes de uma degustação,
  • nem use perfumes (atenção, mulheres!)
  • Concentre-se na degustação, sem distrações
  • Não faça comentários e nem se deixe sugestionar
  • Esteja tranqüilo, sem preocupação ou pressão

A degustação tem caráter subjetivo. Não pode ser comparada com uma análise físico-química de laboratório, quando os resultados são sempre idênticos.

Arquivo

Para formar um "arquivo" de sensações olfativas, deve-se cheirar flores, plantas aromáticas, frutas, plantas secas, alimentos e outros produtos de origem vegetal e animal que podem ser percebidos pelo olfato. Essa memória servirá para futura referência com os aromas dos vinhos.

No início, talvez haja uma certa dificuldade em descrever corretamente as impressões do olfato e do paladar. Há um léxico consagrado de degustadores.
Só a prática leva ao correto emprego dessa terminologia especificamente dirigida
ao vinho, que descreve qualidades e aponta defeitos (às vezes graves).

As melhores possibilidades de degustação acontecem pela manhã, quando há maior sensibilidade sensorial, pois o corpo sente necessidade de líquido.

Outras recomendações

  • Os odores são melhor percebidos com os olhos abertos e em salas iluminadas.
  • Deguste no máximo 7 vinhos num dia, para uma degustação objetiva e completa
  • Não deguste vinhos aromáticos alternados com não-aromáticos
  • Não deguste brancos e tintos ao mesmo tempo
  • Provar vinhos em ordem crescente de aroma, açúcar e envelhecimento

 

Ennio Federico é especialista em vinhos e fundador e ex-presidente da SBAV (Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho)
e-mail: ennio@basilico.com.br



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