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Beber / Vinhos / Aula de Vinho
Por
Ennio Federico
A cortiça, matéria-prima da rolha, é um tecido vegetal, compressivo e elástico, proveniente da casca do sobreiro, árvore encontrada principalmente em Portugal e na Espanha. Como qualquer outro produto, a rolha é desenvolvida em diversos níveis de qualidade e preços proporcionais. Na prática, quanto melhor o vinho, melhor a qualidade, maior o comprimento e mais informações ela contém. Ao contrário do rótulo, sujeito a controle legal rigoroso com relação às informações nele impressas, as rolhas não. Num grande Bordeaux, por exemplo, na rolha estão impressos o nome do vinho, a região e até a safra. Nos vinhos comuns, encontra-se normalmente apenas o nome da região ou local onde foi engarrafado. Já no Champagne, a qualidade da rolha é fundamental. O formato de cogumelo é criado quando a rolha é inserida na garrafa. A parte que fica em contato com o vinho é constituída de camadas laminadas superpostas; o cogumelo é feito de fragmentos colados. Para abrir a garrafa A garrafa de vinho deve ser aberta da forma mais simples possível, utilizando um saca-rolhas correto. Existem diversos modelos no mercado, porém somente alguns têm essa qualidade. Dezenas de engenhosos dispositivos já foram inventados para reduzir a força de extração da rolha, ou simplesmente para chamar a atenção pelo exotismo. Saca-rolhas recomendados Screwpull - O modelo denominado "screwpull" é um dos mais eficientes, pois além de preencher essas condições oferece pouca resistência para extrair a rolha. Sommelier - Nos restaurantes, o saca-rolhas "sommelier" é o mais utilizado. Tem a vantagem de incorporar uma lâmina para cortar a cápsula. Porém, rolhas muito longas são arqueadas quase ao ponto de ruptura. É preciso muita prática para evitar que isso ocorra. Uma forma curiosa de desarrolhar vinhos do Porto antigos é utilizar uma tenaz aquecida ao rubro, que corta o gargalo abaixo da rolha. Na prática, não deixa também de ser um saca-rolhas. A temperatura do serviço De uma maneira geral, vinhos tintos precisam ser bebidos numa temperatura suficientemente quente para que o aroma e o bouquet se volatilizem, enquanto que os brancos devem estar suficientemente frios para serem refrescantes. As temperaturas mostradas
na tabela abaixo são recomendadas. Porém, a variação
de 1 ou 2 graus de cada lado não faz muita diferença. Uma
consideração importante é a temperatura ambiente:
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